quarta-feira, 4 de abril de 2012

Viajar! Oba!



Pode ser em pensamento, pode ser para a cidade vizinha, pode ser por uma hora, pode ser por semanas, não há nada melhor! A sensação de arrumar a mochila e partir pode ser encarada como tantas formas: uma fuga, uma libertação, um desejo de não ser mais a mesma, ir e voltar outra, descarregar as bagagens, retornar mais leve, aliviada, deixando tudo para trás.

Esses dias, vivi uma experiência ótima, eu e minha irmã viajamos para Quixadá. Sem pressa de chegar, ouvindo música, conversando, brincando, rindo, descrevendo nossos projetos e sonhos. Percebemos que nunca antes tínhamos pegado a estrada só nós duas e o quanto tínhamos perdido tempo. A vida é muito breve e quando nos damos conta não temos aproveitado os melhores momentos com as pessoas que realmente amamos. Precisávamos desse momento para descontrair, para levar algumas bagagens, para fugir, nos libertar, respirar um pouco outro ar. Eu precisava ver tudo de longe, ver a pista se abrindo no horizonte, àquilo me dava uma paz, uma sensação de liberdade, de desapego até mesmo aos sentimentos que eu sobrecarregara a minha vida. Sei que para ela também, era uma aventura, sair sem as crianças, fugir do trabalho, quebrar a rotina.

A viagem de ida foi prazerosa e rápida e chegando lá foi maravilhoso, rever a família, os amigos, matar a saudade que às vezes sufoca, passar à noite atualizando as conversas guardadas, as surpresas. E durante o dia, percorrer toda a cidade fazendo compras, tagarelando sem parar, acho que nós nunca tivemos muito tempo uma para outra, e só assim pudemos aproveitar muito bem cada instante de alegria e descontração que foi nosso passeio. Na volta já dava para sentir o coração mais leve, mais doce, já até com vontade de chegar em casa e repousar mais manso. 

Lembrei-me de uma música que diz que “de repente a vida pode ser uma viagem”, momentos de ida, outros de chegada, há sempre alguém chegando ou partindo, levando um pouco de nós e deixando um pouco delas em nós. Prometemos a nós mesmas que faríamos mais viagens assim, aproveitando cada km percorrido, cada segundo do nossso tempo, levando velhas bagagens e trazendo novas experiências. A vida tem que ser bem aproveitada, pois um dia nossa viagem chega ao final.
                                          
                             (Solange Canuto)

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